De carro até o Uruguai (3)



Dia 7
Era hora de ir mais ao Sul do Uruguai. De carro, em duas horas, chegamos a Colônia del Sacramento. É uma cidadezinha muito simpática. E completamente turística. A cidade velha é muito charmosa, repleta de restaurantes e até carros elétricos (daqueles de golfe) podem ser alugados para circular pelo local. Parece um set cinematográfico, com cidade cenográfica e o típico meio de locomoção. E tem ainda o indescritível pôr-do-sol para completar a cena. Mas lá o espetáculo é mais tarde, por volta das 21h. Como o número de brasileiros é grande, os locais todos aceitam pesos uruguaios, dólares e reais.


Dia 8
É de Colônia del Sacramento que sai o Buquebus até Buenos Aires. O barco/balsa comporta pessoas de maneira muito confortável e também carrega veículos. Você opta por atravessar com ou sem carro. Fomos sem. Deixamos no estacionamento da própria empresa que faz a travessia, ao preço de R$ 25 por dia. A passagem de ida custa R$ 180 por pessoa. É uma viagem internacional. Quem leva o passaporte recebe carimbo e tudo. Depois de zarpar, é possível fazer compras no Dutty Free inclusive. O terminal portuário é como um aeroporto, com check in, migração, despacho de bagagem, espera antecipada. Fique atento aos horários. E aproveite a boa estrutura com internet Wifi de graça. A viagem leva uma hora e meia e o desembarque é no belo Puerto Madero, um dos locais mais nobres da capital argentina. Chegamos por volta de meio-dia. Hora de almoçar em um dos disputados restaurantes da região. Depois, visita nos arredores. Já conhecíamos a cidade, foi o momento de descobrir novidades ou revisitar antigos locais.

Dia 9
Buenos Aires em si eu já conhecia. A novidade desta viagem foi a vizinha Tigre. A cidade seria para a Argentina, o que Veneza é para a Itália. Uma parte continental e várias ilhas dentro do Delta do Rio Tigre com casas principalmente de veraneio. Para se locomover? Só por barco ou lancha. Não há ruas, mas vias aquáticas. A cidade tem internet, eletricidade, mas não gás ou água encanada. Muitos moradores decantam a água do próprio rio para uso no banheiro e até tomar banho, por exemplo. Para beber ou cozinhar, ou compram na parte continental, ou esperam o barco-mercado passar. A embarcação para nas casas onde há uma sacola branca no cais de entrada. Se quiser enviar uma carta, o endereço é o nome do rio ou riacho que forma a hidrografia mais o número da casa. Também há capela e escola, que funciona no mesmo esquema das escolas rurais: turno integral, com almoço na unidade e transporte gratuito (de lancha) até suas casas.


Dia 10
Hora de voltar. O percurso é praticamente o inverso. De Buenos Aires até Colônia del Sacramento de Buquebus. Na cidadezinha pegamos o carro de volta e dirigimos até Montevidéu. Mais uma passeada pelo Centro e retorno ao hotel para uma boa noite de sono.  
Dia 11
Mais um trecho do retorno. Desta vez,
de Montevidéu a Porto Alegre. Não se esqueça dos pedágios em terras uruguais. São três até a fronteira. Citei acima os preços em reais, mas a cobrança só é aceita na moeda local. Fique ligado. Em cerca de seis horas chegamos ao Chuí. Quem quiser, pode conhecer os free shops da cidade, dividida em Chuí brasileira e Chuy uruguaia. O almoço foi por aqui mesmo, depois de uma olhada nas lojas. Início de tarde, seguimos rumo à capital gaúcha. Foram mais seis horas de estrada. Desta vez com pior qualidade. A BR-116, via Pelotas, não é duplicada e tem muito fluxo de caminhões. É preciso ter cuidado. Se puder dar um conselho, volte pelo Litoral. Como não tínhamos experiência e já havíamos reservado hotel, acabamos indo para Porto Alegre. Foi cansativo, mas valeu a pena pela cantina italiana Atelier das Massas. Primorosa.

Dia 12
Como tínhamos receio do trânsito em Laguna (trecho não duplicado da BR-101 já em Santa Catarina), dormimos somente três horas e antes das 2h da manhã já estávamos na estrada. Saindo de Porto Alegre até a região Sul de Santa Catarina a rodovia é boa. Conseguimos chegar à parte complicada da viagem antes das 6h, o que garantiu passagem sem problemas. Oito horas da manhã já estávamos cada um em sua casa. Foram seis horas de viagem e muita confabulação para novas aventuras.

Deixe seu comentário

Cadastre seu e-mail para receber notícias

A Oficina das Palavras utiliza cookies. Eles são usados para aprimorar a sua experiência. Consulte nossa página de política de privacidade para saber mais.