Preços abaixo da média nacional transformam Brusque na capital têxtil do Brasil

BRUSQUE (SC) – A colonização de imigrantes europeus, no século 19, fez de Brusque um município de gente empreendedora. Já no século 20, na década de 80, a experiência trazida de fora fez com que o Vale do Itajaí se tornasse um pólo têxtil nacional. Os anos se passaram, foram registradas algumas mudanças e, atualmente, apesar da influência chinesa, as fábricas se mantêm em produção para atender o Brasil e o Exterior. São empresas de diferentes portes que fabricam moda para o mundo.
No mesmo período em que nasceu o pólo têxtil, Brusque era considerada a capital da pronta-entrega por atender uma demanda importante de turistas que visitavam a cidade para fazer compras de roupas. Agora, a cidade vende a imagem de capital têxtil do Brasil. A FIP é um dos exemplos. Criada há 22 anos, a Feira da Moda Permanente possui cerca de 200 lojas que atendem aos diferentes públicos. Pode-se comprar uma única peça de roupa ou várias, para levar para revender.
Esse, aliás, é o objetivo de boa parte dos visitantes. Com preços no varejo abaixo da média de mercado, no atacado faz com que seja muita grande a procura. Pelos corredores da FIP passam milhares de pessoas todos os meses. Gente que viaja de diferentes partes do país e contribui com a roda da economia local. Dados da Revista Exame apontam a renda per capita de Brusque 40% acima da nacional.

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