Recepção fantástica de Andrea e Henri

O que escrevo a seguir ainda se passa na minha chegada a Toronto. 
Depois da rápida conversa com Andrea, a dona da casa onde estou hospedado, fui para a internet avisar amigos e familiares que havia chegado bem. E daí bateu uma insegurança, um arrependimento momentâneo, um desejo de estar em casa (a original, no Brasil), que chegou a encher os olhos de lágrima. Mas foi só o tempo de Henri (esse é o nome do meu colega francês, porém com uma pronúncia que é quase Rãn-ri) chamar meu nome lá de baixo, na escada, para eu lavar o rosto e sair.

A generosidade destes dois seres que me recepcionaram não tem preço. Como estava de saída para os encontros de salsa (Henri curte a cultura latina), antecipou em uma hora para me mostrar como pegar o metro, como chegar à escola, como me virar pelas ruas da cidade. No caminho, ainda com o meu inglês atrapalhado, me fez anotar pontos de referência, nomes de estações, me levou em frente à escola e ainda apontou o melhor local para o almoço, com os menores preços. Dedicação que não tem preço.
Se vou estar mais afinado com meu inglês no final da viagem? Eu espero, mas as duas pessoas que me receberam já fizeram valer a vinda. 

Ricardo Ruas, do Canadá
Fotos: Arquivo Pessoal

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